Quando carrego o vasto

Dia comum, dia de ver o pôr do sol. Poderia voltar pra casa se ficasse frustrada com as nuvens que cobriam o céu, mas não, essa hora é sempre espetáculo. Foi quando notei minha pequenez na imensidão – eu ali entre pedras, sendo poeira-parte. Então pude ver as nuvens apressadas como vagões de trem em comitiva, todas desenhadas e alinhadas em direção ao sol que ia se indo.

Elas viajam para qual lugar do depois? Quem estão levando ou quem vão encontrar?  Só posso responder que carrego comigo o vasto, quando assim vejo nuvens acima do mar.

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